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DANFE substitui o XML da nota fiscal?

Resposta curta: não. O DANFE é a representação impressa; o documento fiscal é o XML assinado. A diferença parece formalidade até o dia em que alguém pede o arquivo e só existe o PDF.

O que é o DANFE, e o que ele não é

DANFE quer dizer Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica. O nome entrega a função: ele é auxiliar. Serve para acompanhar a mercadoria no transporte, para uma conferência rápida no balcão e, principalmente, para carregar a chave de acesso de 44 dígitos que permite consultar a nota verdadeira.

A nota verdadeira é o XML — um arquivo de texto estruturado, assinado digitalmente com o certificado do emitente e carimbado pela SEFAZ com o protocolo de autorização. É esse conjunto (conteúdo, assinatura e protocolo) que faz o documento existir para o Fisco. O papel é uma foto dele.

O que você perde guardando só o PDF

Na prática, quatro coisas, e nenhuma delas é teórica:

  • A assinatura digital. É o que prova que a nota é aquela e não foi alterada. Um PDF não carrega essa prova.
  • O protocolo de autorização. Sem ele não há como demonstrar que a SEFAZ autorizou o documento, nem quando.
  • A importação automática. Sistema contábil e ERP leem XML. Com PDF, alguém redigita — e redigitação erra.
  • A conferência em volume. Cruzar mil notas do mês contra o extrato é trivial com XML e inviável com mil PDFs.

Dá para transformar DANFE em XML?

Não. Essa é a pergunta que mais aparece e a resposta é seca: não existe conversão. Dá para extrair a chave de acesso do impresso e usá-la para consultar a nota, mas a assinatura e o protocolo não estão no papel e não podem ser reconstruídos a partir dele. Um XML remontado a partir dos dados do DANFE é um arquivo qualquer, sem valor fiscal.

Ferramentas que prometem “converter DANFE em XML” estão, no melhor dos casos, lendo a chave e consultando a nota original em algum lugar — o que só funciona enquanto a nota ainda estiver disponível para consulta.

Como recuperar o XML de uma nota fiscal

Se o arquivo se perdeu, os caminhos são estes, do mais simples ao mais técnico:

  • Pedir ao emitente. Ele também é obrigado a guardar o XML que emitiu. Funciona bem para uma nota; mal para um ano inteiro.
  • Consultar pela chave de acesso no portal da SEFAZ, enquanto a nota estiver dentro do prazo em que o portal disponibiliza o download. É uma nota por vez, com captcha.
  • Buscar no canal de Distribuição de DFe, que entrega ao seu CNPJ os documentos emitidos contra ele e retém cerca de 90 dias. Exige certificado digital e uma integração — é o caminho descrito no guia sobre baixar XML de NF-e em lote.

Nenhum dos três recupera o que já saiu da fila e o emitente também perdeu. Por isso o problema se resolve melhor antes: capturando o XML no dia em que ele é autorizado, em vez de procurá-lo dois anos depois.

A forma de não precisar mais dessa página

É o que a XSafe faz. Com o certificado A1 da empresa cadastrado uma vez, ela consulta as fontes oficiais a cada 15 minutos e guarda o XML assinado de cada NF-e emitida contra o seu CNPJ, dos CT-e e das NFS-e — cifrado, indexado e disponível pelos cinco anos do prazo legal.

Se a sua preocupação é mais com a guarda de longo prazo do que com a captura, o guia de backup de XML de nota fiscal trata do prazo, dos lugares onde o arquivo costuma sumir e da segunda cópia no seu Google Drive.

Perguntas frequentes

O DANFE tem o mesmo valor do XML?
Não. O DANFE é o Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica: uma representação impressa, feita para acompanhar a mercadoria e permitir a consulta pela chave de acesso. O documento fiscal em si é o arquivo XML assinado digitalmente pelo emitente e autorizado pela SEFAZ. É o XML que o Fisco reconhece e é ele que precisa ser guardado.
Dá para gerar o XML a partir do DANFE?
Não existe conversão. O que o DANFE traz de aproveitável é a chave de acesso de 44 dígitos, que permite consultar a nota no portal da SEFAZ. Mas a assinatura digital e o protocolo de autorização não estão no papel e não podem ser reconstruídos a partir dele — quem recria um XML a partir dos dados impressos produz um arquivo sem valor fiscal.
Perdi o XML da nota fiscal. O que faço?
Três caminhos, nessa ordem de facilidade. Pedir ao emitente, que também é obrigado a guardar o arquivo. Consultar pela chave de acesso, se a nota ainda estiver no prazo em que o portal disponibiliza o download. E, se a autorização for recente, buscar no canal de Distribuição de DFe da SEFAZ, que retém cerca de 90 dias de documentos destinados ao seu CNPJ — é esse canal que a XSafe consulta continuamente, o que faz a pergunta deixar de aparecer.
Meu contador aceita só o PDF?
Para conferência visual, às vezes. Para escrituração, não: os sistemas contábeis importam o XML, e é dele que saem os dados sem redigitação. Enviar PDF é transferir para o escritório o trabalho de digitar a nota — e o risco de erro que vem junto.
E a NFS-e, tem DANFE também?
Tem o equivalente: a nota de serviço no padrão nacional também é um XML assinado, com uma representação impressa própria. E vale a mesma regra — o arquivo é o documento, o impresso é a representação. O download em lote das NFS-e tem canal próprio, o ambiente nacional, explicado em uma página separada.

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